O INCONSCIENTE NO COTIDIANO

 

 

"Todo sonho é a realização de um desejo" Freud

 

O inconsciente se apresenta de diversas maneiras no cotidiano das pessoas.

 

Devemos lembrar que não são apenas os sofredores que são dotados de inconsciente. Significa dizer que a apresentação do inconsciente se apresenta de maneira patológica ou não, através de fenômenos cotidianos, como sonhos, chistes, ato falhos e sintomas em todos os tipos de pessoas. Estejam elas sofrendo ou não.

 

Sintomas são más disposições existencial, aquilo que o indivíduo descreve como algo que não vai bem.

 

Os fenômenos do inconsciente surgem a partir de uma lógica: Tudo que não é percebido, quer ser percebido. O inconsciente tem o objetivo de atravessar o ser com o objetivo de ser realizado.

 

O inconsciente suporta três lugares: Id, Ego e superego. Sabendo que o Id é a estrutura que está totalmente mergulhado no inconsciente e ego e superego mantém uma parcial consciência de sua atuação no indivíduo.

 

Id estrutura (freudianamente) pulsões que querem ser percebidos e realizados, estruturando os fenômenos do inconsciente. Significa dizer que esses fenômenos têm por objetivo fazer essas pulsões serem percebidas.

 

A repressão dos conteúdos do Id, permanecem no inconsciente como um "bolo" energético pressionando a consciência. E são os processos defensivos (mecanismos de defesa) as ferramentas utilizadas para manter o conteúdo negado, na inconsciência.

Porém, todo conteúdo negado tende a retornar através de manifestações psicopatogênicas.

 

A libido ou energia psíquica, acumulada por um ego que se defende desses conteúdos, busca sua expressão. Os fenômenos do inconsciente são simbolizações do conteúdo reprimido e inconscientizado. Os fenômenos são formações de angústia.

 

O indivíduo procura um psicanalista por uma ignorância de si.

 

A psicanálise entra como instrumento de exploração e descoberta do inconsciente, tem como objetivo diminuir sofrimento que está alicerçado em uma ignorância de si mesmo. A ignorância de si estrutura angústia. Um indivíduo que se defende excessivamente de seus desejos, sofre e sofre muito.

 

Toda vez que o ego se defende do Id, sempre que o indivíduo não encontra um caminho para a realização de suas pulsões, surge a angústia, surge o sofrimento, surgem os sintomas.

 

A angústia é uma sexualidade defendida. Sexualidade no sentido ampliado (freudianamente falando), ou seja, viver com prazer.

 

O ego é constituído numa ideia rígida de si mesmo e quanto mais rígida for essa ideia, mais defesa ele opera contra o id (desejos) e quanto mais defesas, menos prazerosa se torna a vida e mais angústia surge dessa "fórmula do sofrimento". O indivíduo é saudável na medida que se permite viver com prazer.

 

Os fenômenos do inconsciente surgem porque o indivíduo não permite que o desejo venha a consciência.

 

 

TEXTOS E AUTORES CITADOS:

Psicopatologia da vida cotidiana - Freud

A interpretação dos sonhos - Freud

O Ego e o Id - Freud

 

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