O REAL, O SIMBÓLICO E O IMAGINÁRIO

Jacques Lacan pode ser visto como um psicanalista que pensou a psicanálise para além da psicanálise. Autor que percebeu a apresentação do ser e de suas questões existências através da estruturas de registros. O registro real, o simbólico e o imaginário.

O registro do real é o corpo, é aquilo que é mas que não temos acesso. É tudo aquilo que escapa. Doenças somáticas, a relação que o indivíduo tem com o próprio corpo. Já o registro do imaginário são as ideias e o registro do simbólico são as palavras, a força do discurso, a língua. Simbólico e imaginário se retroalimentam e se apoiam no real.

O indivíduo que sofre é aquele que encontra-se com o imaginário represado e o simbólico calado.

A análise lacaniana é uma análise da liberdade discursiva, análise da associação livre fundada por Freud, observando o simbólico aprisionado pela ideal de si e percebendo como esse simbólico se apresenta no simbólico, ou seja, nas palavras discursadas livremente.

A abordagem passa então a ser uma abordagem questionadora, com o objetivo de dissolver a imagem do Eu pelas perguntas que questionam a ideia de si. Se o indivíduo sofre por ter constituído uma imagem falsa de si e tenta inutilmente ser quem não é, a abordagem questionadora de Lacan, irá entrar em choque com esse ideal e dará oportunidade do real encontrar espaço para se apresentar.

Numa perspectiva lacaniana, encontramos a saúde ligada a um saber-se. Saber-se esse que é resultado de um questionamento da própria realidade.

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