O COMPLEXO DE ÉDIPO

 

 

O complexo de Édipo nada mais é que o cerne da psicanálise.

Trata-se de uma constelação de afetos e desejos que a criança tem para com os pais e os pais para a criança.

 

Uma relação triangular: criança, mãe e pai.

 

Outra característica do Édipo é que ele é universal. Nenhum adulto consegue deixar de ser alvo do interesse do filho e nenhum filho ou filha não consegue não se interesse por mãe e pai.

 

O Édipo incide sobre toda relação que o indivíduo mantém com os outros. Ele é uma espécie de modelo que irá orientar, padronizar e clamar para se repetir em todas as relações desse indivíduo.

 

Me diga tudo o que você sentiu com seus pais e isso dirá o que você sentirá com todos os outros.

 

A relação com o outro é uma substituição das primeiras relações do indivíduo, na sua infância, com seus pais ou cuidadores.

 

Toda a vida será um padrão de repetição desse primeiro modelo.

 

O complexo de Édipo orienta a ordem do desejo do indivíduo pelo outro.

 

O complexo de Édipo incide nós dois gêneros com dinâmicas diferentes.

 

Ao entender o Édipo, entendemos porque o indivíduo deseja o que deseja é porque sofre daquilo que sofre.

 

No fundo, toda a reclamação do adulto é sua criança falando de sua infância e da dinâmica vivida com seus pais e todos os afetos experienciados.

 

No divã, o analista ouve o adulto mas escuta a criança é sua dinâmica emocional. O analista entende que a neurose atual é, em sua maioria, uma espécie de desdobramento da neurose infantil.

 

Ao falar de Édipo, abordamos temas polêmicos como incesto, parricidio e matricídio, isto é, desejos “dignos” de serem reprimidos e recalcados.

 

Tudo o que a criança sentiu pelos pais, desejo de fusão, agressividade e medo, é jogado para o inconsciente, já que não conseguiu lidar com a intensidade desses desejos, e a partir daí ela sofre uma espécie de amnésia de tais desejos.

 

Essa espécie de amnésia irá incidir na vida do adulto, através dos substitutos de seus pais, ou seja, através de todas as relações humanas, que farão parte da vida cotidiana.

 

Entendemos então que todas as relações do indivíduo são desdobramentos dos desejos infantis nos primeiros anos da vida da criança.

 

 

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